Baleia é encontrada morta em Ilha Grande | Rio de Janeiro

Baleia estaria em estado de decomposição avançadaReprodução

Por O Dia

Rio – Uma baleia jubarte foi encontrada morta, nesta terça-feira (29), na Praia de Parnaioca, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. O animal foi localizado por moradores em um dos pontos turísticos da Ilha Grande. Esta é a terceira jubarte que morre em praias do Rio de Janeiro em menos de dez dias. Os outros dois casos aconteceram em Maricá, nos últimos dias 22 e 24.

Ainda não há informações sobre a retirada do animal da praia, que estaria em estado de decomposição avançada. A prefeitura de Angras dos Reis afirmou que não realiza o trabalho de remoção da carcaça da jubarte, que é de responsabilidade da empresa Eco Conservation. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre o caso.

O biólogo Rafael Carvalho do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) explica que é comum a aparição da espécie nesta época do ano em toda a costa fluminense. Segundo ele, as baleias procuram águas mais quentes, como as brasileiras, para se reproduzirem.

“Nessa época, essa espécie realiza migração, saindo de águas mais geladas no sul do Oceano Atlântico, onde ficam suas principais áreas de alimentação, e seguem para águas mais quentes, que estão localizadas ao norte do Espírito Santo e sul da Bahia, no banco dos Abrolhos, com objetivo de se reproduzirem. Dessa maneira, acabam passando pela nossa costa nesse movimento migratório”, afirmou o biólogo.

Segundo Carvalho, além das jubartes, também são comuns a chegada de golfinhos-de-dentes-rugosos e golfinhos-nariz-de-garrafa. Ele avalia que as causas dos encalhes podem ser variadas e que o estado de decomposição avançado em que algumas delas foram encontradas é normal.

“As causas de encalhes podem ser variadas, podem estar desorientadas ou doentes. O mais comum, é um animal já morto no mar, em que sua carcaça acaba sendo levada até a costa. A decomposição ocorre naturalmente após a morte do animal. Quanto mais tempo, mais avançada fica a decomposição”, esclareceu o biólogo, que alertou para a importância de manter distância do animal, estando vivo ou morto.

“Manter a distância sempre, independente de estar vivo ou morto, por uma questão de segurança. Não é saudável entrar em contato com animais mortos sem os devidos equipamentos de proteção individual e animais vivos podem causar acidentes graves.”

Na terça-feira passada (22), uma baleia considerada jovem, com 7,7 metros de comprimento e um peso aproximado de 8 toneladas, apareceu morta em Itaipuaçu, na altura da Ponta do Francês. A jubarte foi examinada por uma equipe de biólogos do Maqua, mas eles afirmaram que não foi possível determinar uma causa para a morte já que ela estava em estado de decomposição avançada.
Já na quinta-feira (24), outra baleia foi encontrada sem vida na Praia de Ponta Negra. O animal, que pode ter encalhado por conta da maré baixa, foi removido por equipe especializada da prefeitura de Maricá e do Maqua. Vale ressaltar que quem encontrar alguma baleia encalhada e com vida deve acionar o Maqua, por meio do WhatsApp (21) 99784-0777 ou pelos telefones 2334-079, 2334-0065, 99637-8347 e 99742-4993.

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